MIRANTE 1

Apenas um grande caderno de notas. Um mirante de onde eu olho tudo e qualquer coisa e bato nas teclas pra registrar.

A glum silence falls.

O último cigarro o deixou zonzo. A cadeira do trabalho ficou pesada e dela ele não queria levantar.

O Céu de São Paulo é branco e mais uma vez, o dia se arrastava. Rápido, é verdade, as obrigações e pendências tomam conta dos minutos e eles passam ser dar notícia.

A única coisa que muda no relógio são as horas.

N’outro dia o tempo ensolarado descobriu dois adormecidos na calçada em frente ao trabalho.

Um parecia o eco do outro. Embriagados, entorpecidos. Enquanto a calçada fluia com alguns passantes, eles continuavam lá, ausentes.

Do mesmo jeito que o Sol está hoje. Sem raios, sem projetar sombras, tudo ganha uma luminosidade mórbida e o dia se arrasta passando logo, mas sem perspectiva pra mudar.

Do mesmo jeito que aqueles dois não mudaram de posição a manhã inteira.

Mesmo debaixo do Sol quente e em cima do chão ardido, eles se encolhiam de frio. Talvez fugindo da luz, como vampiros noturnos que não derretem no dia, mas se fecham e deixam o autismo trazer uma nova noite.

No meio de mudança significativa nenhuma, a gente rasteja e procura um abrigo, foge da luta e se perde na ignorância.

Bem no meio da história sendo feita. Nos enojamos da nossa história, olhamos sem paixão para os nossos líderes, mas também não queremos vestir o manto nem a coroa a não ser para nos tornar celebridades, alimentarmos gordamente o nosso ego.

Falta alguém ou

algo pelo quê morrer.  Pior, não sabemos pelo que mais viver, a não ser cumprir o protocolo de jovem estudante/trabalhador em ascendência econômica para comprarmos nossas baladas, shows, tranqueiras tecnológicas e alimentarmos (gordamente) o nosso ego.

Apontamos o dedo com facilidade, mas isso só para desviarmos a atenção do nosso vazio interno.

 A glum silence falls.  Guys look at each other.

                             TYLER
                 I see in fight club the strongest and
                 smartest men who have ever lived --
                 an entire generation pumping gas and
                 waiting tables; or they're slaves
                 with white collars.
                             (more)

                             TYLER (cont)
                 Advertisements have them chasing cars
                 and clothes, working jobs they hate
                 so they can buy shit they don't need.
                 We are the middle children of
                 history, with no purpose or place.
                 We have no great war, or great
                 depression.  The great war is a
                 spiritual war.  The great depression
                 is our lives.  We were raised by
                 television to believe that we'd be
                 millionaires and movie gods and rock
                 stars -- but we won't.  And we're
                 learning that fact.  And we're very,
                 very pissed-off.

     The crowd erupts into a DEAFENING CHORUS of agreement.  Jack
     looks at the blazing excitement in the eyes of the crowd.

                             TYLER
                 We are the quiet young men who listen
                 until it's time to decide.
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Informação

Publicado em 30 de setembro de 2010 por em Cidade.
%d blogueiros gostam disto: