MIRANTE 1

Apenas um grande caderno de notas. Um mirante de onde eu olho tudo e qualquer coisa e bato nas teclas pra registrar.

Nova geração x geração não tão nova…

http://uscs.zip.net/

Analisando o artigo do link acima: Começo com uma pergunta direcionada aos mais velhos. Por que homens de brinco e pessoas tatuadas os incomodam tanto? O que a geração mais nova está experimentando e que as mais antigas ainda não perceberam é a pluralidade de rótulos que damos às pessoas. Já falaram tanto de “tribos” de jovens, mas nos seus cotidianos corporativos e pessoais, os mais velhos ainda não perceberam o alcance dessas vertentes do “ser jovem”.

A verdade é que você pode ter uma tatuagem gigantesca descendo pelo braço e ter buscado inspiração pra esse ou aquele desenho em textos, filmes, peças…enfim, qualquer coisa que demonstre interesse em cultura.

Tendo um brinco, não necessariamente um garoto é afeminado. Aliás, ser afeminado ou não, não ilustra a sua opção sexual. E mesmo que ele seja homosexual, esse fator pesa deveria pesar na hora de contratar alguém?

Mas esse é um preconceito intergeracional. Alguns mais velhos e alguns mais novos o compartilham.

Voltando a falar das dinâmicas de trabalho dos mais jovens e os não tão jovens assim. A política amarrada de algumas corporações emquadram o pensamento e acabam o limitando. Quando o trabalho é relacionado a internet então…

Eis mais uma obviedade. Quando o trabalho envolve criação ou se a dinâmica de trabalho se restringe a comunicação do que está escrito, em papel, seja texto ou código html e afins, a presença em um posto de trabalho se faz necessária?

Concordo que as relações entre colegas são construtivas e ajudam nos resultados tão reverenciados pelas corporações. Porém, pensem em como o problema de mobilidade (envolvendo as horas estressantes que se passa no trânsito de casa ao local de trabalho e que certamente afetam na produtividade do “colaborador” da empresa) e abate a economia dos grandes centros.

Indo a raiz do problema, o preconceito é o grande vilão da história. Os conceitos dos mais velhos, consolidados pelo concreto de suas experiências, não dão vazão aos movimentos fluídicos dessa energia dos mais jovens. Essa tal liberdade em tentar algo novo é a pedra no sapato dos mais conservadores e os orgulhosos senhores de suas áreas em empresas.

Esse antagonismo, ainda não entendido e que no cotidiano acontece e constrói novos cenários silenciosamente, uma hora trará um novo modelo talvez mais interessante para o trabalho.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Informação

Publicado em 27 de outubro de 2010 por em Política, Textos e ensaios....
%d blogueiros gostam disto: