MIRANTE 1

Apenas um grande caderno de notas. Um mirante de onde eu olho tudo e qualquer coisa e bato nas teclas pra registrar.

Se meus dias fossem atos de contos de fadas…

Se meus dias fossem atos de contos de fadas…

Provavelmente eu ficaria por aí caçando dragões ou seria um bardo, tentando recitar versos pelos bosques e me embebedando nas festas das vilas, me perdendo no feno e nas curvas de cortesãs e filhas de fazendeiros.

Assim mesmo, pelos cantos das vilas germânicas, no meio de festas, músicas e danças pagãs.

Talvez, quem sabe, no colo de fadas. Fadas que, como sereias, cantam e se desnudam em detalhes pra seduzir viajantes descuidados que caem em seus jardins e de tão embriagados pelos cheiros e beleza não voltam nunca mais a encontrar um caminho. (na verdade, uma já me fez isso, aqui, nesse mundo mesmo. Um gato nas suas costas lançou seu olhar brilhante nos meus e me roubou de mim mesmo)

Não, não estou ficando doido. Mas se existe mais uma boa vantagem nesses tempos de natal é a possibilidade de revisitar as fantasias e contos infantis.

E daí… sim… Uhum… aí nós podemos nos perder um pouco nessas fantasias enquanto estamos dentro do metrô, do carro, andando na rua…Cuidado! Nesses jardins a compreensão fica distante, insana, chapeleira maluca, flerta com a morte e a vida. Mas de garanto é deliciosa como brioches.

– Ou morangos!

– E cerejas!

– E vinho de verão, vermelho paixão, remendado coração, canela marrom…

– Quietos! Perdoem, por favor, nem sempre é fácil deixá-los aqui dentro.

Mas eu tenho a chave bem aqui no meu celular… Essa música aí de cima, que ilustra o comercial do perfume Flower, by Kenzo. Não apenas essa, mas tantas outras podem levar a esse jardim…

Ok, ok, ter assistido o filme dos irmãos Grimm ajudou bastante com a construção dessas ideias.

E estar estudando alemão também é um ingrediente peculiar pra ser lançado nesse país imaginário, de doces, maltes, amores e canções…

Immerhin baut jeweils auf dem Land, das ihre Köpfe wollen und nur draußen gehen, wann immer Sie wollen.

(Afinal, cada um constrói o país que quiser nas suas cabeças e só sai de lá quando bem entender.)

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Informação

Publicado em 21 de dezembro de 2010 por em "Interantissedades", Textos e ensaios....
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