MIRANTE 1

Apenas um grande caderno de notas. Um mirante de onde eu olho tudo e qualquer coisa e bato nas teclas pra registrar.

Eu sou um Viking!

Logo que penso em escrever um post aqui, procuro os meus livros prediletos. Aí a classificação sempre fica em cinco hunterzinhos.

Hoje, vou buscar o caminho inverso. Vou falar de uma série de HQs chamada “Northlanders” ou “Nórdicos”. Ela é lançada pelo selo Vertigo, da DC comics. Na minha humilde opinião, a Vertigo é a única coisa que presta na DC, além de alguns – poucos – títulos do Batman.

Antes de você se perguntar porque a DC tem esse braço, um selo dentro do selo, é porque os quadrinhos da Vertigo são voltados ao público adulto. (Não, não tem pornografia). Hellblazer, por exemplo é um título bastante conhecido deles. Mas a maioria das pessoas conhece apenas como “Constantine”, por conta do filme de 2005.

Os títulos da Vertigo trazem arcos de história mais complexos e bem engendrados, mais sangrentos, além de dar algum toque de erotismo em uma página ou outra, mas nada muito explícito.

Esses toques trazem uma verossimilhança bastante interessante e crua. Não só isso, o humor – quando aparece – é mais sombrio e implícito.

Acho que não preciso explicar aqui o valor literário de HQs, certo?

Voltando ao título, eu baixei Northlanders e li com bastante prazer. Afinal, os textos sobre Vikings são bastante escassos. Escrita por, Brian Wood, ela é composta por cinco arcos diferentes de histórias.

Eis um link para uma entrevista (em inglês) com o criador, bastante interessante. Interview/Preview: Vertigo’s Northlanders

A revistinha não deixa nada a desejar logo no primeiro ato. “Sven the Returned”, (números #1-8), seguimos o retorno de um pródigo filho de chefe tribal. Sven se exilou por conta própria e serviu a guarda Varangiana do exército Bizantino. A história se passa em 980 D.C. Ela é curta, mas poderia ser melhor aproveitada e o herói poderia ter ganhado mais edições da série. Depois dos sete primeiros números, ele só aparece envelhecido em uma edição “Sven, the Immortal”(foto ao lado), perdida no meio dos outros números da série.

A revista é muito boa, porém(reitero) , as histórias poderiam ser melhor aproveitadas. Além disso, alguns desenhistas não mandam tão bem quanto outros convidados para a série o que faz a simpatia cair um pouquinho por uma história ou outra. Essa falta de continuidade e talvez de unidade ou de uma saga mais longa, pode fazer com que você perca o interesse depois de alguns números.

Eu acho que eles criaram um personagem muito bom pra explorar em outras histórias e aventuras, mas colocaram um ponto final categórico demais no conto dele.

Mas o que é mais legal é o teor histórico dos episódios. Todas elas mostram a briga entre o povo viking manter as suas próprias tradições pagãs ou se entregarem ao cristianismo. Eles ficam literalmente entre a cruz e a espada. Tentando ceder aos avanços tecnológicos e intelectuais que o cristianismo traz, mas também precisando aceitar a corrupção e fundamentalismo de que os cristãos se valem.

Por conta disso, a classificação fica em:

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Informação

Publicado em 1 de julho de 2011 por em Cultura in(útil), Literatura, Quadrinhos.
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