MIRANTE 1

Apenas um grande caderno de notas. Um mirante de onde eu olho tudo e qualquer coisa e bato nas teclas pra registrar.

Itinerante Ep. 2 – Terra vermelha

Goiânia é uma cidade plana e espalhada, me diz o taxista. Então ele me solta, “Goiânia é uma cidade de horizonte e sorriso larrrrgo. Qualquer morrinho que tem você já enxerga a cidade inteirinha.”

Por conta do clima seco, faz muito calor, é seco e poeirento. Você sente a garganta raspar assim que chega no aeroporto. Achei bastante interessante a cor da terra, de um vermelho alaranjado que parece deixar tudo mais colorido, inclusive, o azul do céu parece diferente. Enquanto escrevo esse post o termômetro marca 31° C e umidade de 54%. Imagino como deve ser o verão por aqui.

Outro fato que descobri aos 11 anos, viajando para Caldas Novas foi que antigamente, ela não era a capital do estado de Goiás. Ela foi planejada na década de 1930.

Assim como algumas outras cidades brasileiras, Goiânia desenvolveu-se a partir de um plano urbanístico, tendo sido construída com o propósito de desempenhar a função de centro político e administrativo do estado de Goiás. Foi fundada em 24 de outubro de 1933, absorvendo, em 1937, da cidade de Goiás, a função de capital do estado.

Wikipedia

Por ser planejada, a cidade é toda reta, com poucas curvas e as ruas tem nomes interessantes como Avenida T- 09, Rua 1.127, Avenida C- 023 ou Avenida C – 233, mas tem umas bastante comuns como Avenida dos Bandeirantes, Avenida Anhanguera ou Avenida Senador qualquer coisa.

Por conta disso, o pessoal pisa fundo no acelerador dos carros. No primeiro táxi que entrei, coloquei o cinto de  egurança correndo. A velocidade média que percebi foi de 90km por hora – em ruas de bairro.

Nunca vi tanto restaurante Subway por km². Tem em quase todas as avenidas em que eu passei, contei 7. Mas isso, na região mais central da cidade.

Uma curiosidade, aqui, não se  fala “vou comprar um terreno”, todo mundo fala, “vou comprar um lote” ou “olha só o tamanho desse lote”. Acredito que isso aconteça por conta de que tudo era só fazendo há menos de 70 anos. E a cidade ainda está crescendo – num ritmo muito alto.

Com um pouco mais de 1.200.000 habitantes, a frota de veículos ultrapassou 1 milhão. E todos os taxistas e policiais que conversei reclamaram. Sem contar que o “trânsito” do qual eles reclamaram, não passa de um ritmo lento que você imprime em São Paulo em um final de semana prolongado em que metade da cidade foge pra Praia Grande.

Uma expressão recorrente também é “trem”. Qual é o nome do “trem”? Olha só esse “trem”. E eu que achava que o trem bão só passava por Minas Gerais.

Estou hospedado me frente a um shopping, o Flamboyant Shopping Center. Vou te dizer que a estrutura dele dá um pau em muitos shoppings de São Paulo. Estou jantando lá durante a minha estada.  Todas as lojas de grife que pode se imaginar como  Zara e I-store (loja da Apple), por exemplo. E não é por menos. Afinal, as redes de shoppings sabem que por aqui se encontra muito fazendeiro milionário que não têm aonde gastar além de comprar mais cabeça de gado.

E essa terra vermelha levantadando poeira.

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Informação

Publicado em 7 de julho de 2011 por em Itinerante.
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