MIRANTE 1

Apenas um grande caderno de notas. Um mirante de onde eu olho tudo e qualquer coisa e bato nas teclas pra registrar.

5 motivos pra amar o rei e sua banda Queen

Se Elvis Presley é o rei do rock e o Michael Jackson é o rei do pop, qual o reinado de Freddie Mercury?

Eu diria que, livre de estilos musicais e outros detalhes técnicos e #mimimi, Freddie é o rei da voz.

Ele era rei e sabia disso

Ele era um cantor tão talentoso e um frontman tão carismático que olha só o que ele conseguia fazer: cantarolar i-derêderê-derêÊÊÊ idorererôÔÔÔÔ durante quase dois fuckin’ minutos e deixar a plateia encantada, cantarolando junto. Faz ae, Justin Bieber.

Hey, isso é só um palpite meu. Confesso que estou aqui digitando esse post mas quase que desisto. Eu não tenho envergadura moral para falar de Queen, senhores! Mas eu sou fã e sou cara de pau, então isso basta.

Hoje, segunda-feira, dia 5 de setembro de 2011, é a data em que nosso rei da voz, nascido Farrokh Bulsara, completaria 65 anos. Isso se ele não tivesse perdido o combate contra a AIDS em 1991, a década que levou vários ícones dos anos 1980 vítimas desse maldito vírus. O homem pisa na Lua e não descobre como acabar com o câncer e a AIDS; assim é que vivemos e morremos.

Mas afinal, qualquer um que viu as notícias na Internet hoje ou precisou usar o Google pra pesquisar qualquer coisa, viu que a empresa fez uma homenagem bacana pro Freddie: mudou o logo, como de praxe, e fez também um videozinho fofo (e com um pouco de arco-íris demais, vale dizer). Então eu resolvi fazer o que toda revista/programa de TV faz quando quer preencher a pauta com algo leve e ~descolado~: uma lista com 5 dicas para perder peso rápido motivos para amar Freddie e Queen!

1. Ele escreveu uma das canções de amor mais lindas de todos os tempos. Love of my life é dedicada a uma garota que ele namorou por um bom tempo, Mary Austin. Na realidade, ele era bem bissexual. E, mesmo quando o namoro não deu certo, eles continuaram muito amigos – até ele morrer (and so it goes).

2. Diz a lenda que, uma vez, Freddie desafiou a cantora lírica Montserrat Caballé para ver quem tinha mais fôlego. Ele ganhou. Claro que eles continuam amigos, né, gente. Até cantaram juntos depois a canção “Barcelona”, na abertura dos Jogos Olímpicos na Espanha. (Quem sempre imaginou o maestro segurando uma espada jedi para reger os músicos vai curtir também.)

3. Freddie gostava de gatos. Gostava não, era louco por eles. Tanto que teve as manhas sim de escrever, gravar e incluir no álbum “Innuendo” uma canção para sua gatinha Delilah.

Nhom *-*

4. Freddie & Queen, Queen & Freddie são responsáveis por uma porção de verdadeiros hinos. Canções daquelas que você canta a plenos pulmões e que deveriam ser maravilhosas tocadas ao vivo no estádio – e eles eram realmente muito bons nisso. Entram nessa lista pelo menos We will rock you, We are the champions, I want to break free (é uma delícia cantar isso em frente ao espelho, tente você também) e a épica Bohemian Rhapsody (somente os ~true fans~ sabem cantar inteira, mas todo mundo faz o “oh mamma mia, mamma mia, mamma mia let me go”).

E ele podia cantar “you got mud on your face, you big disgrace” e vestir uma roupa como essas ao mesmo tempo

… que ele continuava fodão:

#Curiosidade: o termo "presença de palco" só passou a existir oficialmente após a passagem de Freddie por este mundo

5. Dessa vez não foi ele quem escreveu (foi o guitarrista Brian May), mas Freddie canta mais uma canção na lista das mais lindas do mundo: Who wants to live forever. Além de incrível, essa música é parte da trilha sonora de um filme clássico dos anos 1980, Highlander. (Se você não assistiu, por favor, vá, veja e e salve sua alma. O Caio salvou a minha ano passado).

E a parte mais legal é que quem compõe e canta algo assim com certeza vive pra sempre. Vai falar que não?

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6 comentários em “5 motivos pra amar o rei e sua banda Queen

  1. Caio Neumann
    5 de setembro de 2011

    hehehe … eu tava lendo o post aqui e pensando “Será que ela colocou who wants to live forever?” ^^
    XD
    Adorei!

  2. Chloé
    5 de setembro de 2011

    outro motivo para amar o freddie é que dizem que ele fazia orgias de arromba nas quais oferecia cocaína estendida em cabeças de anões para seus convidados.
    de nada 🙂

  3. Saulo
    5 de setembro de 2011

    Parabéns a quem escreveu esse post. Sensacional!!!
    Sem querer ser chato mas já sendo, se me permitido for dar um leve pitaco, acho que faltou nessa lista (claro, apenas 5 motivos já bastam. Mas são poucos, convenhamos) alguns momentos de genialidade. Tentarei enumerá-los:
    1) Como um verdadeiro lorde inglês, ele despacha a Gloria Maria e suas perguntinhas ridículas, sendo polido e dando um passa-fora com razão. Mesmo irritado, hay que endurecer pero sin perder la ternura.
    2) Escrever uma (obra de arte em forma de) música que todos conhecem sobre um tema tão trivial quanto andar de bicicleta mereceria estar em qualquer lista. I want to ride my bike where i like!
    3) Fazer de um pequeno acidente uma marca registrada. Coisa de gênio. Um lampejo de inspiração e uma atitude irônica fizeram o microfone preso num meio-pedestal um ícone assim como seu criador. Num show qualquer nos primórdios da banda, o palco não tinha recursos adequados à performance da banda e o suporte precário se soltou. Freddie deixou assim mesmo e continuou como estava, no melhor estilo “i did it my way”.
    4) A paixão pelos temas de vaudeville e seu melhor dedilhado ao piano, provando que suas experimentações artísticas atraíam todo o tipo de fãs. Adoro “Good old fashioned lover boy” e “Seaside rendez-vous”, que qualquer banda de rock hoje seria facilmente rdicularizada por escrever isso. Freddie e o Queen foram exaltados.
    5) “The show must go on”. Já debilitado, seu último gás total na perfeição vocal está gravado nessa música, poética, profética, eterna e ainda por cima atualíssima. Coisa de gênio!

  4. Cleber Neumann Ribeiro
    6 de setembro de 2011

    Fala Coyote. Mandou bem! Ótimo post.

  5. Nat
    7 de setembro de 2011

    Uma coisa a dizer: cantar Bohemian Rhapsody no karaokê mudou minha vida. Eu quase chorei, sem brincadeira.

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Publicado às 5 de setembro de 2011 por em Música e marcado , , .
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