MIRANTE 1

Apenas um grande caderno de notas. Um mirante de onde eu olho tudo e qualquer coisa e bato nas teclas pra registrar.

Recado às mulheres e aos pais sobre videogame + Uma história de vampiros + (Twilight sucks!)

Meninas, mães e pais. Se os seus namorados, maridos ou filhos ou os dois ~ou os três~ passam horas em frente ao video game (ou vídôgaime, como diz meu pai), ao invés de ficar turrando, que tal fazer uma pipoca no microondas, sentar ao lado dele e tentar entender o que tá passando na TV? Se o jogo tiver possibilidade de multiplayer, melhor ainda, participe! Vocês vão trocar horas de discussões que não levam a lugar algum e vão dividir horas de entretenimento, diversão e – por que não ? – cultura! (Além de ter ainda mais assunto pra falarem, falarem, falarem… E fazer inveja em todos os amigos dele e suas respectivas garotas.)

E não, não existe jogo do Crepúsculo (ainda bem), mas vou falar de um jogo que tem uma história super interessante. Mas, pra não falar mais do mesmo, não vou para os hits dos últimos anos, mas sim lá pra 1999, quando as meninas da escola torciam o nariz toda vez que dois ou mais meninos falavam de algum jogo.

Eu tinha 11 anos. Acho que até hoje meus pais não entendem a graça que eu vejo em video games. Na verdade, muitas pessoas não compreendem. Aposto que muitos que conheço acima dos 27 anos também não. ~ Cá entre nós, acredito que antes de me namorar, nem a  Mariana Lins entendia ^^. Porém, isso já mudou, visto que consegui viciá-la em God of War – tá certo que ela já demonstrava alguma inclinação, mas mesmo assim hehehe ~

Mas quando eu ainda tinha o meu belo Playstation 1 e meu inglês já era razoavelmente bom, comprei um jogo chamado Legacy of Kain: Soul Reaver. E os jogos sem sentido e com histórias ruins foram deixados para trás. Quem diria que um jogo, um passatempo taxado como infantil, iria provocar em mim emoções como somente os livros faziam?

Durante 1500 anos, Kain – que já foi um mortal – foi rei vampiro de Nosgoth e dividia o reinado com seis outros vampiros criados por ele. Melchiah, (adoro esse nome *–*) o mais jovem e portador de uma terrível mácula; Zephon, um ardiloso articulador; Turel, segundo mais velho dos irmãos e experiente tenente; Rahab, comandante das frotas marinhas dos exércitos vampíricos; Dumah, o general do mais forte clã de guerreiros de campo; e Raziel, o mais prodigioso e habilidoso guerreiro, primogênito de Kain.

Esses caras foram de uma seita que caçava vampiros, os Serafan, mas Kain, só de fanfarronice, os transformou em reis/generais vampiros, formou um conselho que subjugou a raça humana e levou tudo ao caos – e isso fez com que a própria Terra ruísse. (Fala sério, Crepúsculo é o caramba! XD / Depois dessa, Twilight sucks!)

Outro jogo da saga, Blood Omen: Legacy of Kain, mostra a transformação do próprio Kain em vampiro. Nesse episódio, ele corrompe nove pilares místicos que dão sustentação ao mundo. Portanto, o reinado dele faz o mundo morrer lentamente.

Pilar da Morte, que consiste no ciclo da vida, morte e renascimento o qual os Ancient mantinha sagrada;
Pilar do Conflito, consiste nas interações entre as coisas e com o surgimento de novas em detrimento de outras;
Pilar dos Estados, consiste na natureza do mundo físico e na organização do concreto, incluindo produtos químicos e todas as leis governantes do mundo físico como o eletromagnetismo e a gravidade;
Pilar da Energia, consiste na força vital que anima a criação e que pode mudar todas as coisas;
Pilar do Tempo, consiste no cíclico curso do tempo e dos eventos destinados a ocorrerem na ordem que devem acontecer;
Pilar da Dimensão, consiste na dupla direção da existência, permitindo coisas que existem existirem e prevenindo que coisas que não existem existirem;
Pilar da Natureza, consiste no crescimento e evolução das coisas vivas e tudo que é animado ou pode ser possuir uma alma;
Pilar da Mente, consiste na alma em si ou na alma que percebe a si mesma, incluindo toda psicologia e estudos da mente em relação a si mesma;
Pilar do Equilíbrio, consiste na interação entre todos os pilares e todas as coisas que se sujeitam ao julgamento de mais de uma das leis. É destinado para a existência de conceitos que combina as áreas de influência das múltiplas leis como a neurologia, sociologia e política. Este pilar governa toda a existência e as leis governantes;

(Fonte: Wikipedia)

Água limpa queima a pele dos vampiros como ácido e eles não podem ficar debaixo do Sol (olha a dica pra matar alguns chefões do jogo ;-] ). Além disso, nada de brilhar como purpurina. Por isso, Raziel morre quando atirado nas cachoeiras pelos seus irmãos Turel e Dumah, a mando de Kain. E ele agoniza por mil anos.

A voz no final da introdução do jogo (acima) é uma espécie de “divindade” que se apresenta como “Entidade com muitos nomes” – e ela quer que Raziel empreenda uma vingança contra seus irmãos. Isso porque essa entidade é responsável pelo curso da “Roda do Destino“, um ciclo eterno de nascimento, morte e renascimento no qual todas as almas estão presas. (Olha só, uma discussão filosófica no meio do jogo…) Claro que os vampiros são os únicos que conseguem escapar dessa dinâmica e travam a roda. (Por isso, eles têm que morrer o/ Muahahahahahaha). A Entidade transforma então Raziel num devorador de almas, para que ele seja capaz de devolver as almas de seus irmãos para a roda.

Uma coisa interessante e que te dá alguma escolha no jogo é quando você cruza com humanos – tem poucos nas terras dos vampiros e são todos domesticados, mas existem muitos em uma cidade fortificada. Se você mata sem dó ou come a alma deles, os humanos da cidade te atacam quando você tem que passar por lá. Mas se você os deixa quietos, depois de algum tempo eles passam a se ajoelhar pra você. Raziel vira uma espécie de salvador, anjo matador de vampiros.

E o jogo se desenrola nessas de você procurar a galera e matar um por um e comer as almas deles etc. Só que o emocionante – como num bom livro ou filme – é que conforme você explora o cenário fantástico, gótico, gigantesco e decaído de Nosgoth, vai descobrindo coisas do passado de Kain e do próprio Raziel – quando este ainda era um sacerdote humano caçador de vampiros. Dessa forma, inúmeras reviravoltas acontecem no enredo e você precisa sempre ir além pra entender um pouco mais as personagens.

Também não podemos esquecer a espada Soul Reaver (devoradora de almas). Ela está ligada a toda a trajetória do enredo. E ela – assim como um vampiro – suga o sanque de suas vítimas no estado material e devora suas almas na sua forma espectral. Por quê ela tem as duas formas, eu não vou explicar.

A atmosfera do jogo é impressionante e te faz mergulhar naquela terra. Mas entender a história completa é um exercício bastante complexo, pois você tem elementos como duas dimensões (já que Raziel é um espectro que transita entre o mundo material e o espiritual), e algumas viagens no tempo (Raziel e Kain foram humanos e alguns atos deles mais de um milênio antes definiram muitas coisas). Não só isso, mas assuntos como política, vida e morte, destino, orgulho e manipulação, filosofia etc temperam muito bem a história.

Se você ficou curioso e pretende jogar, procure-os em torrent por aí, pois nem deve mais ter para vender. É uma mídia que faz os amantes dos livros torcer o nariz bastante, mas ainda assim, o roteiro é absurdamente fantástico.

Eu acho válido postar sobre o jogo por conta do enredo muito bom. Coisa que a indústria dos video games está investindo cada vez mais. Títulos como Tomb Raider, Red Dead Redemption, God of War, Assassins Creed, L.A. Noir (que ganhou vários prêmios de roteiro) e o magnífico Batman Arkaham Asillum entre muuuuitos outros trazem histórias dignas de nota.

O jogo policial L.A. Noire, com versões para PlayStation 3 e Xbox 360, mal foi lançado e já virou uma série com oito livros baseados na trama: a L.A. Noire – The Collected Stories, produzido em parceira com a Mulholland Books e assinado por autores como Joe Lansdale, de Batman: A Série Animada e Duane Swierczynski, da série de quadrinhos Marvel.  (fonte: http://www.estantevirtual.com.br/blogdaestante/2011/06/14/escritores-de-games/)

Para entender todo o legado de Kain

Nome Data de Lançamento Plataforma
Blood Omen: Legacy of Kain 1996 PC / PlayStation
Legacy of Kain: Soul Reaver 1999 PC / PlayStation / ps2/ Dreamcast
Legacy of Kain: Soul Reaver 2 2001 PC / PS2
Blood Omen 2: Legacy of Kain 2002 PC / PS2 / Xbox / GameCube
Legacy of Kain: Defiance 2003 PC / PS2 / Xbox

Classificação (do roteiro):

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