MIRANTE 1

Apenas um grande caderno de notas. Um mirante de onde eu olho tudo e qualquer coisa e bato nas teclas pra registrar.

Diário de um Cajiano – #3 dia Pt.2 – O gato do Guzzo chama-se Cheshire

Cheshire Cat: [singing] ‘Twas brilig, and the slithy toves / Did gyre and gimble in the wabe: / All mimsy were the borogroves, / And the mome raths outgrabe.
 Alice: Now where do you suppose…? 
Cheshire Cat: Lose something? 
Alice: [turns around to find just the Cat’s smile talking to her] Oh my! oh, no no, I was just… uh never mind.
Cheshire Cat: Oh, that’s quite all right. One moment please.  [two eyes drop down on top of the mouth and the full cat form appears] 
Cheshire Cat: Second chorus.  [singing] 
Cheshire Cat: ‘Twas brilig, and the slithy toves / Did gyre and gimble in the wabe 
Alice: Why, why you’re a cat! 
Cheshire Cat: A *Cheshire* Cat.  [starts to disappear] 
Cheshire Cat: All mimsy were the borogroves… 
Alice: Oh wait! 
Cheshire Cat: [reappears] There you are! Third chorus… 
Alice: Oh, no, no. I was just wondering if you could help me find my way. 
Cheshire Cat: Well that depends on where you want to get to. 
Alice: Oh, it really doesn’t matter, as long as… 
Cheshire Cat: Then it really doesn’t matter which way you go.

José Roberto Guzzo, “é como no Alice no País das Maravilhas, alguém pergunta pra ela aonde ela quer ir…” A fala de Guzzo durante sua palestra no Curso Abril de Jornalismo 2012 viajou até o conto do Lewis Carrol pra ilustrar uma situação recorrente para quem quer escrever, a tela branca e a falta de ideias.

O exercício pra fugir desse problema é saber aonde você quer ir na apuração das informações ou, pelo menos, antes de começar a escrever. “Vamos supor que eu vá fazer um perfil do Michel Teló (¬¬). Eu vou lá conversar com a esposa, agentes, com ele etc. Agora que eu sei dessas coisas todas, me pergunto, o que disso eu vou escrever? Eu faço isso sempre, mesmo em um texto de uma página só”. Segundo Guzzo, desenhar na cabeça o texto antes de escrevê-lo, muda a redação completamente.

“O que você não pode fazer é ir na base do ‘vamo que vamo’. Daí você olha para o computador e vai travar. Se vocês sentam com a atitude ‘pô, e agora, como é que resolve?’ Mesmo que a decisão seja errada, continua, é melhor tomar uma.

E isso vai desde o texto até a escolha da própria profissão. Para ilustrar, ele usou aquela velha história da gente se olhar no espelho e se perguntar “eu gosto do que estou fazendo?” No caso, eu gosto de escrever? “Se a resposta for ‘ah, eu acho que não gosto muito não’, então cai fora”.

José Roberto Guzzo – Foto de Julia Coimbra Rodrigues / http://noshedidnt.tumblr.com/

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