MIRANTE 1

Apenas um grande caderno de notas. Um mirante de onde eu olho tudo e qualquer coisa e bato nas teclas pra registrar.

Diário de um Cajiano – Thomaz Souto Corrêa parte1# – Redação e música

Retornando da semana de estágio, carnaval, reuniões e afins, vou voltar lá pra primeira semana do curso. Tivemos três aulas com  Thomaz Souto Corrêa.

Um velhinho engraçadamente rabugento que entende, entende mesmo a arte de fazer revistas.

Thomaz nasceu em 1938, em Mirassol (SP). Entrou no jornalismo aos dezoito anos de idade, como redator da editoria Internacional de O Estado de S.Paulo. Trabalhou também nas revistas Visão, Claudia e Manequim, entre muitas outras. Foi presidente do Conselho Executivo da Fédération Internationale de la Presse Périodique (Fipp), entre 1999 e 2001, que congregava então três mil editoras de 37 países. Hoje é vice presidente “consultor” da editora Abril.

“Fazer revista é uma arte!”, sim eu começo com o óbvio, porém imprescindível. Ritmo, desenho, stacatto, beleza, tom, atmosfera, andamento… não é música, é a arte da revista. A rouquidão da voz é bastante acentuada nas vogais e por baixo dos óculos redondos o solo de Corrêa vai explicando a partitura. “Tem gente que compara a redação de uma revista a uma orquestra. Eu acho que o editor é o maestro e às vezes dá uma corridinha no ritmo, faz momentos grandiosos, desacelera…” E ele é um músico. Vai desenhando a sua fala, como se fosse ensaiada, estruturada. Gravidade, acidez, mais acidez, pausa e amarra tudo com algo engraçado uma tirada inteligente ou alguma rabugice. Sem necessariamente sair do ‘jeitão’ calmo de falar ele foi nos envolvendo e nos ensinando.

Elegância de quem não precisa mais ficar vestindo gravata para nada.

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20 elementos de texto (nossos violinos, celos, pratos etc)
1 – retranca
2 – olho ou ante título
3 – título
4 – subtitulo
5 – legendas
6 – capitular
7 – texto principal
8 – entretítulos
9 – títulos de páginas de continuação
10 – outros destaques de texto
11 – créditos
12 – fotografia
13 – gráficos
14 – infográficos
15 – ilustrações
16 – vinhetas
17 – boxes
18 – fios
19 – cores
20 – símbulo visual

“A gente não usa todos de uma vez, mas a gente vai escolhendo quais desses elementos criarão a identidade da nossa revista. Escolhemos cada um em função da clareza que a gente quer passar nas nossas matérias e edições”, diz Corrêa. Afinal, nossa música tem que ser audível.

E pra fechar, sua máxima “Legibilidade é a minha obsessão”.

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Publicado às 22 de fevereiro de 2012 por em Diário de um Cajiano e marcado , , , , .
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