MIRANTE 1

Apenas um grande caderno de notas. Um mirante de onde eu olho tudo e qualquer coisa e bato nas teclas pra registrar.

Dos encantos da mulher e seu sexo (Feliz dia do sexo!)

dia do sexo

Ela exala charme. Enquanto se inclina, apoiando o colo na pia do lavatório sua camisola sedosa sobe revelando a linha que divide a coxa da bunda e uma ponta da calcinha preta maravilhosamente toca sua pele branca. As linhas da borda da camisola brincam com as linhas do desenho do corpo enquanto ela se arruma.

Ele, deitado na cama, só de toalha se esquece da dor de cabeça e começa a ceder terreno pro sono, mesmo com seu coração disparando.

Ela o envolve e não tem a mínima ideia disso. Ele fica pequeno diante de tanta beleza, rejuvenesce, volta a ter 12 anos de idade e lembra a primeira vez que assistiu Don Juan Demarco.

One night I watched Dona Querida at the window in her slip, and noticed for the first time, how a woman’s underclothing barely touches her skin. How it rides on a cushion of air as she moves. How the silk floats about her body, brushing her flesh like an angel’s wings, and I understood how a woman must be touched.

 

Esse filme o define muito mais do que ela imagina, em cada carinho, cada pegada mais forte, cada mordida, lambida ou movimento foi encorporado quando ele era muito novo e coloriu o jeito dele de ser. Aquisição de repertório.

Ele fica besta, diante de seus olhos, no quarto de hotel, num pequeno espaço, ela dança a música. Dança que ele sempre quis assistir, a de uma mulher que ele só conseguia sonhar, que sempre sonhou existir, mas que já tinha desistido de procurar em todos os lugares, em muitas outras coxas, peitos, pescoços, colos, pés e mãos…

As mãos penteiam o cabelo. Ele imagina se ela está encabulada por estar mostrando os bastidores da sua bela transformação.

Mas não ela, essa menina, essa mulher madura e completa, pronta pra ser colhida, repetidamente, cinco, 10, 12 vezes em uma mesma noite. Ela tem no seu próprio núcleo o que outras passam a vida buscando, a delicadeza e feminilidade que vira um desastre ou fica oco quando outras tentam emular e ele estava cansado de ver essas emulações e representações. Ela tem isso tão fincado nela mesma, essa elegância natural que brinca com seus olhos e coração.

E como em um balanço ele fica à mercê. Horas pensando ter segurança e a conquistado, horas se sentindo tão na mão dela, que é incapaz de fazer qualquer movimento, preso às delícias que o olhar, sorriso e personalidade dela lhe entregam.

O sono chega, a música ao fundo não consegue distraí-lo, e aquela imagem, dos movimentos dela, de como sua camisola desenha sua silhueta. Ele está perdidamente apaixonado e isso queima feito fogo e vai marcar pra sempre seu espírito, com as notas do seu perfume e charme, e ela nem desconfia.

Sua beleza, seu sexo, seu charme todos sob o meu abraço. É divindade demais pro meu fôlego, sôfrego, espaçado, escasso. Ela toma tudo pra si. Meus movimentos, minhas costas, meus quadris. Me prende em um abraço apertado e arranca meu espírito de mim. Nada sobra, tudo transborda.

Ah, mulheres, ah, mulher. Se soubessem o que seus frágeis e curvilíneos corpos fazem conosco. Pequenas mãos e pés nos manobram e diminuem, enquanto crescemos e nos tornamos o mais poderoso dos homens, tudo entre seus joelhos. Apenas durante o enrosco do sexo é possível perceber esse encanto. Encanto.

Por mais que se fale de amor, o bom sexo é uma das grandes traduções desse sentimento espiritual para o mundo material. Ame você mesmo, ame seu parceiro, ame a vida. Transe.

Ah, e se for pra morrer – de amor, de ciúmes, de gozo, de alegria, de dar risada, de morrer – que seja por ela.

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Publicado às 6 de setembro de 2013 por em Caderninho, Textos e ensaios... e marcado , , , , .
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