MIRANTE 1

Apenas um grande caderno de notas. Um mirante de onde eu olho tudo e qualquer coisa e bato nas teclas pra registrar.

Fechado pra balanço

O caderno e a pena há muito abandonados reclamam sua ausência.  Não tenho culpa nen desculpas, meu caso com o tempo me forçou a isso.
Sinto dizê-lo. Estive fechado pra balanço.
Pelas ruas sujas e congestionadas me consome esse desejo.
De vidro se batendo contra o chão.  O copo resistente que não quebra nem seca.
Seca é a minha boca e as palabras que não saem dela.
E no silêncio contrariado se escondem demônios que tanto devoram minhas entranhas.
Então a clausura se torna refúgio.
E aqui dentro me escondo da tempestade.

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Publicado às 14 de março de 2014 por em Caderninho e marcado .
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